Por muito que custe admitir, os cabrões dos americanos têm um jeito desgraçado para tudo quanto é entretenimento. São os melhores, ponto final. Estou a ver o Masterchef UK e que grande merda que aquilo é, então a voz da narradora, parece que estamos a ver aqueles documentários de vão-de-escada sobre comportamentos sexuais esquisitos. O conceito do programa é o mesmo, mas está tão ranhoso. O Austrália também é bastante bom, aliás, para mim até supera o US em algumas coisas, mas no que diz respeito ao showbiz, nada bate os americanos!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O Mix tem ido ao parque
Já aqui vos falei do meu cão, que é uma das melhores coisas da minha vida mas que tem um temperamento difícil O Mix tem sete anos, eu apanhei-o na rua quando tinha cerca de dois meses e desde então tem sido o meu companheiro. Desde pequenino que lhe comecei a ensinar as coisas normais: senta, deita, quieto, passear, etc., mas ele é muito nervoso e devo dizer também desobediente. As pessoas que não o conhecem bem, por vezes acham que a culpa é minha, que eu não me esforço para o educar e então põem-se a dar-me dicas, como se em sete anos de convivência com um cão hiperactivo eu já não tivesse experimentado tudo e mais alguma coisa! Eu adoro o meu cão, comigo ele é carinhoso, brincalhão e apesar de às vezes desobedecer tem-me respeito e nunca teve nenhum comportamento agressivo comigo. Mas já o vi ter com outras pessoas ou cães. Se estiver a comer e alguém lhe mexer, pode abocanhar a mão da pessoa, o que é relativamente normal num cão, e sendo ele um cão de pequeno porte não faz grandes estragos, mas ainda assim é mau. Também já o vi reagir mal em situações de stress, como ralharem com ele ou andarem atrás dele por algo que ele fez de mal, ele assusta-se e rosna, e com outros cães na rua, principalmente se forem maiores que ele, muitas vezes é agressivo. Com os que não é agressivo tenta montá-los, mas bom isso é outra questão. Por esta razão, não levo o Mix a passear tantas vezes como gostava, como tenho quintal, deixei gradualmente de ir à rua com ele, porque de cada vez que o levava tinha medo do que podia acontecer. Bastava distrair-me um bocadinho, ele é muito rápido, e vai atrás de tudo, dos carros, dos pássaros, das pessoas (sobretudo se estiverem a correr), e dos outros cães então nem se fala. Mal avista um, começa a berrar todo histérico até o cão se aproximar ou até o perder de vista. É um bocado complicado.
Ultimamente, eu e o meu namorado temos ido de vez em quando ao jardim com ele, dar umas voltas grandes, para ele se cansar e ver se ganha juízo Até tem corrido bem, mas de vez em quando ainda acontecem acidentes. No outro dia estávamos no parque, o Mix estava com a trela, e vi um boxer aproximar-se de nós. Eu tentei distrair o Mix e sair dali mas não deu, o boxer veio até nós e depois de se cheirarem, o Mix rosnou e abocanhou-o. Nada de mais aconteceu felizmente, nessa altura o dono teve finalmente bom senso e foi lá prender o cão, pedindo desculpa, mas isto podia ter acabado mal, se o boxer não tem reagido de forma pacifica. De outra vez um yorkshire também veio ter connosco, Mix com a trela, eu a tentar fugir, o cão a aproximar-se cada vez mais e a dona a chamá-lo sem sair do sitio. Dessa vez foi o Mix a ser mordido (deve ser algum complexo dos cães, quando são mais pequenos mordem os maiores, e quando são maiores não fazem nada). Nesse mesmo dia, um grupo de três ou quatro cães, todos soltos também vêm ter connosco, a maioria só queria brincar, mas um não simpatizou muito com o Mix e mordeu-lhe, e eu cheia de cães à minha volta sem poder sair dali, e os donos a não ligarem nenhuma.
Eu sei que é normal eles de vez em quando terem uns arrufos, desde que não se magoem a sério não me preocupa, mas o problema é que um dia, alguma coisa grave pode acontecer, e às vezes pode até nem ser por culpa dos outros cães, pode ser por culpa do meu. Por essa mesma razão, levo-o sempre com trela e mantenho-o junto a mim, mas se os outros donos não fazem o mesmo, é difícil controlar...
Por tudo isto, achei muito interessante o projecto "The Yellow Dog", que visa a sensibilizar as pessoas a terem mais atenção à forma como abordam cães que não conhecem. Acho que se todos respeitarem o espaço uns dos outros, poderemos viver num Mundo mais civilizado e com menos acidentes deste tipo.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Pérolas do fim de semana passado # 2
Ir até à baixa, almoçar um farnel levado de casa no Cais das Colunas, rumar à rua da Conceição para visitar as galerias romanas de Lisboa e aperceber-me que ainda não era dessa que visitava aquilo, porque estavam 364879125 pessoas à minha frente e faltavam pouco mais de duas horas para aquilo fechar. "Não há crise, amanhã vimos cedo e de certeza que somos dos primeiros", pensámos nós.
Depois de reparar que saí de casa com uma t-shirt com um buraco gigantesco, resolvi procurar qualquer coisa para vestir. Assim como assim não tínhamos nada que fazer, e tínhamos que permanecer na zona da baixa. Depois de quarenta mil lojas, e de uma dor de pés do caraças, lá encontrei uma blusa engraçadinha e baratuxa na H&M. No entretanto vimos uma actuação da tuna da Nova de Economia (que acabei de descobrir que se chama "Fortuna" lol), e ouvi pela primeira vez a "Madalena" este ano. O meu ano académico começou oficialmente, senti-me realizada. Depois da dor nos pés a percorrer lojas, mais meia hora de pé na fila da Santini. O gelado de canela e maracujá compensou tudo.
Rumo à Praça do Comércio para nos prepararmos para o D'day da Discovery, com inicio no Pátio da Galé.
Com isto tudo lembrei-me que ia passar as quatro horas seguintes no concurso e deu-me uma súbita vontade de fazer xixi. Paguei 1€ para ir à casa de banho mais sexy do mundo, da Renova, no Terreiro do Paço. O xixi mais caro da minha vida. De bexiga aliviada, fomos fazer o check-in do D'day. Recebemos umas t-shirts azuis muitó lindas, umas pulseiras de identificação e uma mochila com águas, uma banana, uma maçã e uma baby lanterna. Só por isto já valeu a pena.
Às 19h30 ouviu-se a partida para o D'day. Tudo o que precisávamos era de passar por 89 pontos, espalhados entre as zonas do Cais do Sodré, Baixa, Chiado e Avenida da Liberdade, onde uma aplicação iria ler Qr-codes que poderiam corresponder a provas de experiências ou perguntas quiz. Até aqui tudo bem, fomos para o primeiro ponto, e o telemóvel nada de ler o Qr-code. Estivemos lá imenso tempo, toda a gente a passar por nós e a conseguir ler aquilo com facilidade e o telemóvel do meu lindo namorado a bloquear por todo o lado. Resolvemos ir para o segundo ponto (os pontos não tinham ordem obrigatória, nós começámos pelo mais perto), e o telemóvel a não ler aquela porra. Eu com uma dor nos pés descomunal, com fome e cansada, ele com isso tudo e ainda lixado com o telemóvel. Resolvemos deixar o D'day para o ano que vem, com muita pena, e ir morfar uma pizza ao Casanova.
Levantar às 8h da manhã num domingo para ir ver as galerias romanas. "Desta não me escapa, tenho que ver aquilo! Como vamos chegar cedo e é domingo, de certeza que vamos ser dos primeiros, aquilo só abre às 10h portanto evitamos a fila e despachamo-nos rápido, que à tarde temos que estudar e fazer arrumações." Aham... Estacionámos ao pé do Terreiro do Paço, fomos pela rua da Conceição, e a fila acabava aí a uns 20 metros da Praça da Figueira. Filhos da puta! Mas acamparam lá ou quê?! A sério que ainda não vai ser desta que vou visitar aquilo? A sério que vou ter que esperar mais um ano!? A sério que podia estar a dormir e vim aqui para nada?! Vim-me embora a resmungar até casa. Isto não se faz a uma pessoa!
Excepto as imagens em que eu estou, o resto foi tirado da net, que não há pachorra para andar o dia todo a tirar fotos às coisas
Galerias romanas de Lisboa para quem não foi para lá acampar
Bem, se nunca conseguir lá entrar, ao menos vi o vídeo do canal História...
domingo, 22 de setembro de 2013
Esperei e vou continuar a esperar
Pois que ainda não foi este ano que consegui visitar as galerias romanas de Lisboa e estou muito triste e revoltada! Ontem à tarde, eu e o homem fomos para lá, não podíamos ir de manhã porque ele tinha aulas, e então só chegámos por volta das 15h, estava uma fila enooorme e de certeza que até as 17h30 aquela gente toda não ia conseguir entrar (entram 25 pessoas de cada vez e as visitas duram cerca de 20 minutos). Viemos embora. Decidimos que hoje íamos acordar cedo e ir logo de manhã, que devia estar menos gente. Tá bem tá! Chegámos lá às 10h e pouco. Uma fila quase até à praça da Figueira. Viemos embora comigo a resmungar que aquela gente devia ser toda tolinha e que deviam estar ali acampados desde ontem! E que tinha acordado cedo para nada.
Apetece-me dizer muitas asneiras!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Chinapá o que eu me fartei de esperar por isto!
Nos próximos dias 20, 21 e 22 de Setembro das 10h às 18h, reabrem ao público as galerias romanas de Lisboa, por baixo da rua da Prata, sob a orientação de técnicos do Museu da Cidade e do Centro de Arqueologia de Lisboa.
Uhuh!! É desta que lá vou ver aquilo! Ando há anos a dizer que quero lá ir, mas sempre que isto acontece ou não posso, ou de alguma maneira só sei que abriram as galerias quando já acabou tudo. No ano passado passei o verão a dizer que lá queria ir e que tinha que ter atenção para ver quando era, porque normalmente é sempre em Setembro, descuidei-me um fim de semana e puff, já tinha sido e eu mais uma vez não fui! Mas este ano nem que vá acampar para lá, tipo teenager maluca num concerto de um pseudo ídolo qualquer.
As visitas guiadas, em grupo, são gratuitas e não necessitam de marcação prévia, basta ir ter ao nº 77 da rua da Conceição, e aconselho toda a gente a ir mesmo cedo, porque o pessoal fica todo maluco e aquilo são filas que nunca mais acabam (a última entrada é às 17h30)! Bom, seja como for, este ano nada nem ninguém me impedirá de visitar as galerias romanas, dê lá por onde der!
Também por estes dias vai estar aberto um percurso pelas ruínas do teatro romano situado na encosta do castelo de S. Jorge, cujo ponto de encontro é no nº 31 da rua da Saudade, e também basta aos interessados aparecerem por lá.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Cenas estúpidas da (minha) vida # 8
Uma pessoa tem familiares no Facebook. Uma pessoa abstém-se de lá colocar coisas pouco próprias para esses ditos familiares verem, tais como coisas com conteúdo sexual por exemplo, gajos todos bons com a roupa com que vieram ao Mundo, fotos a dar um bruto beijo na boca ao meu namorado enquanto estamos semi-descascados em cima da cama, coisas como eu quero é beber até cair e apanhar uma granda moca. Enfim, uma pessoa tenta não ferir susceptibilidades, porque uma pessoa tem sensibilidade para perceber que deve ser no mínimo estranho, para quem nos viu crescer, sobretudo os nossos país, verem coisas que notoriamente não foi aquilo que nos ensinaram ou queriam para nós, mesmo que toda a gente o faça, há coisas que não se fazem em frente à família (nem em frente de ninguém...).
Desta forma, queridos familiares, sobretudo pais, se vocês não gostam de imaginar que a vossa querida filha / sobrinha / prima é um ser com uma vida sexual, acreditem, eu também não gosto. Epá não é que não saiba ou não aceite, eu estou cá e acho que não foi por obra e graça do espírito santo, mas a sério, ninguém gosta de imaginar a vida sexual dos pais (nem de outros familiares em geral), e acho que era escusado as fotografias de gajas ou gajos nus, piadolas sobre sexo, ou fotos em momentos muito íntimos das vossas vidas. Até porque porra, cada um gosta do que gosta, whatever, mas nem todo o Mundo tem que saber. Lamento dizer-vos mas não sou só eu que acho triste, acredito que muita gente pense o mesmo, mas ninguém teve ainda coragem para vos dizer.
Eu ainda estou para saber como é que me tornei numa pessoa minimamente normal. A sério, como?!
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Já vos disse que detesto futebol?
É que, como se não bastasse as pessoas gritarem para a televisão coisas como "passa a bola!", "remata!" (como se os jogadores os ouvissem...), e berrarem cada vez que a sua equipa marca um golo, ainda há os idiotas que resolvem entupir o Facebook com os seus estados a dizer "goloooo!", como se todo o mundo já não tivesse percebido que marcaram um golo, graças aos atrasados mentais a gritar na rua.
A sério, que coisa mais estúpida.
Eu acho que sou esquizofrénica
Ou isso, ou as pessoas andam todas malucas, e desdizem as coisas que disseram com uma facilidade incrível como se não tivessem dito nada. Portanto eu acho que sou eu que imagino que elas me dizem coisas. É que se o problema não for meu, o Mundo é só malucos que não sabem o que dizem!
Há dias em que o mundo me cansa
E em que acho que não fui feita para viver "neste" mundo. Em que me apetece pegar nas duas coisas mais importantes da minha vida e fugir para uma cabaninha perto da praia, sem olhar para trás. Em que como o peixe que pesco e os legumes e frutas que cultivo no quintal. Em que não preciso de carro, nem de roupas sofisticadas, nem de smartphones e internet. Em que vivo como quero, à minha custa e sem dar satisfações a ninguém. Em que tenho paz e sou feliz. Eu, ele, o meu cão e a nossa cabana junto à praia, com flores lindas nos canteiros.
Era bonito.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Cinema ao ar livre em Lisboa
E aqui está mais uma iniciativa fantástica, nesta cidade cada vez mais linda! Cinema ao ar livre, a maior parte à borla, por vários locais bem giros de Lisboa. Aqui está o programa:
Open Air Cinema – Martim Moniz
Mercado de Fusão, Martim moniz
A partir de amanhã e até ao fim do mês, a praça do Martim Moniz recebe um ciclo que acontece todas as quartas, às 21h30. Uma boa oportunidade para (re)ver “À Procura de Sugar Man”, dia 18,documentário sobre o músico Sixto Rodriguez. Amanhã, e antes que as férias acabem, os miúdos vão poder deitar-se tarde, depois de oito curtas de animação, a partir das 21h00. “Black Dynamite”, no dia 11, inspirado em James Brown, e “Estômago – Uma História Nada Infantil Sobre Poder, Sexo e Gastronomia”, no dia 25, completam o cartaz.
Cine Lapa
Jardim da Estrela
O Cine Lapa, no Jardim da Estrela, começou ontem com “Argo” e prolonga-se até sexta-feira com mais quatro filmes recentes para miúdos e graúdos, sempre às 21h30. Só tem é de estar atento à programação, se não corre o risco de pôr os miúdos a ver as cenas mais sangrentas de “Django Libertado”, de Tarantino, na quinta-feira. Hoje não há perigo, com “Os Croods”, bom para entreter a criançada, tal como na sexta com “Epic – O Reino Secreto”. Amanhã é a vez da comédia “Os Estagiários”, com Vince Vaughn e Owen Wilson.
Fitas na rua
Graça, rua dos Sapateiros, Parque Mayer
O mote do Fitas Na Rua é homenagear antigas salas de cinema lisboetas, com filmes projectados em telas em frente a edifícios abandonados ou onde agora funcionam outros negócios. No fim-de-semana, pode ver o clássico “Cinema Paraíso”, no sábado, às 22h00, na Graça, frente ao antigo cinema Royal Cine. No domingo, “O Homem da Manivela” será exibido no Arco da Bandeira, na Rua dos Sapateiros, onde era o Animatógrafo do Rossio. Dia 14, “Serenata à Chuva” em frente ao antigo Capitólio, no Parque Mayer.
Cinema no Terraço
Galeria Zé dos Bois
Todas as quartas até ao início de Outubro, a Galeria Zé dos Bois, no Bairro Alto, abre o terraço para a projecção de seis documentários musicais. A entrada custa 2 euros e dá direito a filmes como “Our Hobby Is Depeche Mode”, de 2009, já amanhã, às 22h00. O filme mostra o ambiente social em que a banda cresceu, com os fãs como protagonistas. O ciclo continua com “For The Love Of Dolly”, sobre cinco fãs de Dolly Parton, no dia 11, e “Rock My Religion”, no dia 18, uma tese de Dan Graham sobre o rock como religião.
Sci-Fi no Clara Clara
Campo de Santa Clara
Mário Valente escolheu dez clássicos da ficção científica para mostrar nas noites quentes da esplanada do Clara Clara, no Campo de Santa Clara. O ciclo começou em Agosto e prolonga-se até 9 de Outubro, sempre às quartas-feiras. Amanhã, “The Blob”, de 1958, acompanha uma espécie de gelatina, lançada por um meteorito que aterra numa pequena comunidade, e que vai devorando tudo à sua passagem. A não perder também “The Last Man On Earth”, no dia 18. Os filmes começam às 22h00 e a entrada é gratuita.
Férias na Achada
Casa da Achada, Centro Mário Dionísio
As “Férias na Achada” começaram em Julho com as comédias “As Férias do Sr. Hulot”, de Jacques Tati, e “Férias em Roma”, de William Wyler, com Audrey Hepburn. Até 30 de Setembro, e todas as segundas-feiras, prolongam-se com filmes realizados no século XX sempre com a temática das férias como “O Verão de Kikujir”, de Takeshi Kitano, no dia 16, às 21h30. O ciclo termina no dia 30 com “Sophia de Mello Breyner Andresen”, de João César Monteiro, e “Passeio ao Campo”, de Jean Renoir. A entrada é livre.
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