sábado, 8 de dezembro de 2012

Cenas que não fazem muito sentido # 2

Soutiens super push-up?? Epa não percebo. É para ter as mamas coladas ao queixo?
Agora é tudo push-up. Soutiens, leggings... Uma mulher, com a ajuda da roupa certa, e de maquilhagem, pode passar do maior trambolho à face da Terra para uma sex bomb.
Amigas, qual é a piada de irem sair a noite todas lindas e maravilhosas, magras, grandes mamas e cú super empinado, cinturinha de vespa, pele imaculada, cabelo louro platinado, lábios vermelhos e carnudos, olhos azuis, e engatarem o gajo mais giro da discoteca, se depois chegam a casa, tiram a maquilhagem, e a fronha é só borbulhas e pontos negros, tiram as lentes e têm olhos castanhos, tiram os saltos e ficam com metro e meio e sem metade do cu,  tiram o smart dress e a cinta e lá aparecem as banhas, tiram o soutien push-up e parece que herdaram as mamas do vosso pai, e de modos que ficam uma gaja feia que até dói, ou vá, absolutamente banal na melhor das hipóteses, e o gajo caga em vocês, vai-se embora, e ainda diz mal de vocês aos amigos?... É bem feita, ninguém gosta de publicidade enganosa...



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Não é por nada...

Mas a merda do blogger cada vez que agendo um post nunca me publica nada! Meto a data, meto a hora, e nadinha, tenho que meter à lá pata e é se quiser, ou seja, se não tiver tempo de cá vir publicar os posts azarinho o meu, nada de novo para os meus queridos burrinhos lerem.
Definitivamente não percebo um cú de tecnologias, ou então rogaram-me uma praga! Alguém me pode ajudar?

Assim se fala bom português

Caros falantes de língua portuguesa, mas, sobretudo, caras falantes de língua portuguesa, já alguma vez se perguntaram de onde vem a palavra que costumam utilizar como forma de agradecimento: obrigado/a?
Normalmente quando falo ou escrevo, questiono-me sobre as coisas, e muitas vezes até sobre as palavras que utilizo. Sabem, é que a língua não nasceu das árvores, nem foi cá plantada por Deus, a língua meus queridos, foi inventada pelo Homem, e neste caso, a língua portuguesa foi inventada por aqueles que antigamente habitavam neste bocadito de terra hoje chamado Portugal. Ora como seria de esperar, as palavras têm um significado, dai serem utilizadas em diferentes circunstâncias, conforme o que queremos dizer, e caso não estejam familiarizados com isto, há um livro muito interessante, chamado Dicionário da Língua Portuguesa, que normalmente é mais utilizado nos primeiros anos de estudo, mas que serve praticamente para toda a vida, desde que se tenha alguma dúvida acerca do significado das palavras e não se queira permanecer ignorante quanto a ela.
Ora isto tudo para dizer, que a palavra obrigado, como forma de agradecimento, quer dizer que ficamos em dívida para com a outra pessoa. Passo a explicar: quando alguém nos faz um favor, ou nos dá algo, nós sentimo-nos "obrigados" a dar em troca, a retribuir. É como que uma obrigação moral.
Pois então se eu quando sou obrigada a cumprir a lei, ou obrigada a pagar bilhete no comboio, sou obrigada, e não obrigado, porque é que quando agradeço a alguém hei-de mudar de sexo? É que se ainda não fez o “tilt” nessas cabecinhas, o obrigado, como forma de agradecimento, também tem género, e só há duas opções: masculino ou feminino. Ora se eu sou mulher, pois claro que utilizo obrigada. Não percebo é porque é que a maioria das outras mulheres utiliza o obrigado.
Era bom que todas as pessoas pensassem um bocadinho antes de abrirem a boca, nem era muito, era só um bocadinho...

P.S: há ainda outros casos engraçados de má utilização da palavra, deixo-vos com este post.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

(As macabras) Prendas de Natal

No outro dia vi um catálogo daqueles da Popota com as prendas de Natal para as crianças, e fiquei horrorizada!
Para as miúdas, páginas e páginas com Barbies (ou primas da Barbie), Nenucos (ou primos do dito cujo), cozinhas, supermercados, cabeleireiros... Para os miúdos, Playstations, jogos, coisas relacionadas com futebol ou porrada, e vá, umas bancadas de ferramentas, assim meias escondidas.
Sou só eu que acho macabro e extremamente machista dar bebés de borracha e cozinhas de plástico às miúdas para brincar? É para se irem habituando ao que lhes espera? Então e os putos não vão ser pais, nem vão entrar na cozinha? E as miúdas não têm que saber fazer um furo na parede, e não se podem divertir com jogos também? Epá a sério, que Mundo é este?!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Religião

Vou começar por dizer que, apesar de ter sido baptizada quando era bebé, não acredito em nenhum Deus nem em nenhuma religião. Aquilo que aqui vou escrever é uma reflexão feita ao longo da minha vida e apenas e só a minha opinião, que vale aquilo que vale. Nunca impus as minhas ideias a ninguém nem tenciono fazê-lo agora, simplesmente tenho uma opinião e decidi partilha-la com o Mundo. Cada um é livre de acreditar naquilo que quer.
Nunca compreendi muito bem o fenómeno de se acreditar num Deus. Para mim não tem lógica acreditar numa coisa sem que a veja realmente, sem que hajam provas de que ela existe. Acho ainda mais difícil acreditar numa coisa, quando há provas que apontam para a sua inexistência. Imaginem o seguinte: se eu vos dissesse que existem unicórnios, mesmo que nunca ninguém tenha visto um, que não haja sinais deles e mesmo que através de registos fósseis, etc, seja mais provável que eles não existam, do que que sejam reais, vocês acreditariam? (provavelmente achavam que eu era maluquinha!) Isto para mim, é basicamente o que se passa com Deus.
Vivo em Portugal, e a religião com a qual tenho mais proximidade é obviamente a igreja católica, por ser a religião predominante nesta sociedade. Convivo diariamente com ela, muitos dos meus familiares e alguns amigos são católicos e sinceramente todos os dias me pergunto como é que eles, com toda a informação que têm, nunca sequer questionaram aquilo que a religião deles lhes diz. Pior ainda, é quando condenam aqueles que não acreditam naquilo. Eu nunca cheguei ao pé de alguém que fosse católico, e disse que ele/a era má pessoa por acreditar na religião católica, nem em qualquer outra, mas o que é certo, é que já me condenaram muitas vezes a mim por ter ideias diferentes das deles. Outra coisa que tenho observado, por parte dos católicos que conheço, é que para eles, basicamente tudo o que são outras religiões, são seitas... Oh amigos, então expliquem-me lá o que e que é a vossa religião, e o que é que ela tem a mais ou a menos que as outras? Porque é que a vossa é que é e as outras são todas tanga?
Não conheço obviamente todas as religiões do Mundo. Conheço algumas mais de perto e outras só de ouvir falar, mas tenho a certeza que há centenas espalhadas por aí que eu nem imagino que existam, e uma coisa posso afirmar, nunca nenhuma religião trouxe algo de significativamente bom ao Mundo, aliás, pelo contrário, umas mais que outras, é certo, mas todas elas trouxeram atraso social e cientifico para as sociedades em que estão inseridas, ou até para todo o Mundo. As religiões são um atraso de vida. As religiões são motivos de guerra, de massacres, de mortes em nome de Deus. Posso-vos falar, caso estejam esquecidos, do caso da igreja católica e da Inquisição, que ao longo de séculos, matou milhões de pessoas (muitas mais do que o Holocausto de que todos se lembram e falam), atrasou cientificamente o mundo e a sociedade (principalmente para as mulheres) com o consentimento de todos, em nome do seu Deus. Ou o Islamismo, que muita gente da nossa sociedade condena, principalmente por aquilo que fazem (ainda) às mulheres, pela forma como estruturam a sua sociedade, e pelos seus valores. Amigos não se enganem, se a igreja católica ainda tivesse o poder que tinha antigamente, fazia o mesmo, ou pior, como fez durante séculos. As religiões enganam as pessoas e querem mantê-las o mais ceguinhas possível, pois só assim conseguem subsistir. Elas fazem muitas vezes o contrário daquilo que pregam aos fiéis e mesmo assim eles não abrem os olhos. Pessoas esclarecidas, informadas, que vejam a realidade e se baseiem nos factos, não acreditam em Deus e muito menos numa religião. As religiões foram inventadas por pessoas, como forma de controlar as outras pessoas, como forma de ter poder, não percebo como é que as pessoas não vêem isso. Passo a citar: "O Homem criou Deus para Deus criar o Homem".
E isto leva-me a outra questão. Conheço pessoas supostamente informadas, muitas delas com cursos superiores e por incrível que pareça até na área das ciências que ainda assim acreditam em Deus, e sobretudo, na igreja Católica. E isto só me faz sentido se essas pessoas escolherem acreditar, mesmo que inconscientemente, para terem algo que lhes guie a vida. As pessoas precisam de se sentir seguras, protegidas, acarinhadas, precisam de alguém ou algo que lhes imponha limites, que lhes diga o que está certo e o que está errado, o que podem ou não fazer. Mais ainda, as pessoas precisam de saber porque andam cá. Os motivos terrenos não lhes bastam, precisam de acreditar que foi Deus quem as cá pôs e acima de tudo, que quando morrerem isto tudo não acaba, porque ele as protege (ou não, depende do comportamento). 
E eu pergunto-me para quê?... Para quê preocuparem-se com isto tudo e pensar no que não existe, no que não vêem, no que não sabem, do que concentrarem-se a viver a vida que conhecem, que têm, para quê perderem tempo a viver a vida de forma condicionada, cheia de medos. Basta educação, basta que tenham valores, que pensem em vocês e nos outros, que pensem em como podem ser melhores, que pensem por vocês mesmos, acima de tudo, e não precisam de Deus nenhum. O segredo da vida é pensar, e o resto, vem por acréscimo. Deixo-vos uma imagem, que para mim diz tudo:


sábado, 1 de dezembro de 2012

O Natal

O segundo post de hoje é sobre o Natal, já que entrámos em Dezembro e o espírito apoderou-se de mim. Apetece-me ser cliché, também tenho direito. Ora então lá vamos nós.
Eu gosto do Natal, aliás, adoro o Natal. Em boa verdade, o Natal é a única altura do ano em que tenho vontade de ter filhos. Adoro decorar a casa, cozinhar receitas de Natal, rabanadas, filhoses, sonhos, bolachinhas, aletria, bacalhau... Adoro o quentinho da casa e o frio lá fora, adoro a sensação de família,  de comprar presentes e pensar que aquela pessoa para quem estamos a comprar vai adorar! Adoro músicas de natal e ver as ruas todas enfeitadas, cheias de luzinhas. Gosto mesmo disto tudo, mas infelizmente, a cada ano que passa, as coisas são menos assim, e é por isso que tenho vontade de ter a minha própria família, os meus filhos, para fazerem bolachinhas comigo e decorarmos a casa, e cantarmos musicas de Natal,  é egoísta eu sei, mas é uma ideia tão bonita...
Para mim o Natal não tem nada de religioso, embora saiba perfeitamente que o é, e odeio a hipocrisia de termos que ser todos muito bonzinhos e ajudarmos tudo quanto é instituição de sem-abrigo, pobrezinhos ou deficientes, essas pessoa precisam de ajuda o ano todo, não é só no Natal.
Por motivos que já referi, este ano, o Natal vai ter um sabor agri-doce para mim. Não tem nada a ver com a crise, porque o valor dos presentes não me interessa e se em vez de haverem quinhentas variedades de doces só houver uma está tudo perfeito. De ano para ano a família vai-se afastando, e até ai, apesar de não ser bom, é a vida e é mesmo assim, o pior é que depois no Natal temos que ser todos uns hipócritas e fingir que gostamos todos muito uns dos outros, e hipocrisia não é muito comigo. E por isso o Natal para mim, só terá mesmo, a sua verdadeira magia, quando eu o puder passar com as pessoas que são realmente importantes para mim, e mais ninguém. No entanto, não resisto a esta época e não consigo ser-lhe indiferente, e por isso mesmo, hoje passei a tarde a ouvir isto:



Olá caros leitores :D

Caros leitores, antes de mais peço desculpa pela ausência. Como podem ver não morri, simplesmente, por motivos pessoais e profissionais não tenho tido muito tempo para escrever. Mas tenho mil e um posts agendados na minha cabeça, à espera de saírem cá para fora.
Por enquanto só queria dizer que caguei para a Margarida Rebelo Pinto, e para a merda que ela diz cada vez que abre a boca. Acredito que se ignorarmos pessoas como ela, um dia elas hão-de ter o que merecem, que é desprezo absoluto. O que ela diz é tão estúpido, que comentá-lo seria uma perda de tempo e mais estúpido ainda, por isso, fico-me por aqui. Só não consigo perceber é como é que ainda há pessoas que compram os livros dela, se é para gastar dinheiro em livros, ao menos que comprem coisas de qualidade, mas bom, isso já é assunto para outro post...
(para quem ainda não leu a entrevista que a senhora deu ao i, aqui está ela, riam-se um bocado, ou não.)