quinta-feira, 26 de junho de 2014

Eu sei que vocês gostaram desta coisa das Bimbys (ou não)

Booom, com tanta coisa bem mais interessante que já escrevi, sobre temas tão importantes como religião, direitos humanos, homossexualidade, machismo, direitos dos animais, saúde e mais não sei quantas coisas de jeito, e ao que parece o post que até hoje fez mais furor neste blog foi o das Bimbys. Vá-se lá entender as pessoas...

Bem meus caros era só para avisar aos interessados que o Festival ao Largo começa hoje, e termina daqui a exactamente um mês. Já o ano passado aqui falei dele, trata-se de uma iniciativa que considero muito interessante, em que se pode assistir gratuitamente a espectáculos de dança e música clássica, quase todos ao ar livre em pleno Chiado. O ano passado só consegui assistir a um ou dois espectáculos, mas queria ver se este ano pelo menos a Orquestra Metropolitana de Lisboa não me escapava.
Aqui têm mais informações, e aconselho vivamente a irem, é um excelente programa de Verão, e sempre é algo diferente.



terça-feira, 24 de junho de 2014

Bimbólicos Anónimos

Se há coisa que me faz confusão é o fenómeno das Bimbys. Vamos passar à frente a parte em que eu acho que aquilo é um desperdício gigante de dinheiro e que não poupa assim tanto trabalho quanto isso. Vamos fingir que eu acredito que sim senhora, aquilo dá jeito para imensas coisas, que há pessoas que ao contrário de mim não gostam, não têm jeito ou não têm tempo para cozinhar e que aquilo é a melhor coisinha que lhes apareceu à frente e que o bacalhau com natas ou espiritual ou o raio que parta feito naquilo é divinal e que sem Bimby a vida não existe. Vamos até fingir que grande parte das gajas que compram a Bimby é mesmo porque precisam dela e não porque todas as outras gajas lá no trabalho também têm e se ela não tiver não faz parte do grupo dos fixes.
Vamos passar isso tudo à frente, porque o que eu gostava mesmo de saber é porque raio é que as pessoas que têm Bimbys agem como se toda a gente nascesse com uma Bimby colada a ela. Portanto é como se não houvesse vida antes da Bimby e como se não existisse criatura no mundo que não a tivesse. Claro, porque aquilo é barato e tudo, que é isso, mil e tal euros por um robot de cozinha, uma pechincha?! Mas que merda é que lhes metem na cabeça quando compram aquela treta que acham mesmo que toda a gente tem uma porra daquelas em casa e vai dai passam a falar bimbês, e cada vez que explicam uma receita, por mais básica que seja, vamos supor, um leite creme, têm que explicar como se faz na Bimby, porque toda a gente sabe que nunca na vida alguém fez um leite creme no raio de um tacho! Epá e se eu até entendo que haja livros de receitas para a Bimby, o que eu não entendo é blogs de culinária que eu até gostava de seguir, que a partir do momento em que adquiriram uma Bimby deixaram de publicar receitas para o comum mortal e é só aquela merda, mesmo que seja o raio do leite creme. Eu sei que já que deram mil e tal euros por aquela treta têm que fazer com que valha minimamente o investimento, eu percebo, eu também o faria, se comprasse aquilo acho que até o leite com chocolate lá fazia, mas porra, há maneiras de fazer comida que não envolvem a Bimby, sim?
A sério que não percebo, aquilo parece um culto! Amigos vamos lá ver uma coisa, têm noção que a grande maioria das pessoas não tem Bimby, certo? Agora vão-se curar, se faz favor.




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Dar Sangue

Dei sangue pela primeira vez no ano passado. Já queria ter dado antes mas durante uns tempos não pude devido a uma anemia. No ano passado a R, que já deu sangue imensas vezes, desafiou-me para ir com ela, assim, no dia seguinte. Tínhamos ido beber um copo, era o aniversário dela, e às tantas pergunta-me se não queria acordar cedo e ir ao hospital dar sangue. Devo confessar que o que mais me custou foi a ideia de acordar cedo (estava de férias). E no dia seguinte lá fomos, logo pela fresquinha, tomei um pequeno almoço reforçado e encaminhá-mo-nos ao hospital Amadora-Sintra. Mas ao chegarmos lá, batemos com o nariz na porta. Por ser fim-de-semana, o serviço de sangue não estava a funcionar. Mas isto não nos demoveu. Rumámos ao S. José e aí sim, estava aberto. Sentia-me um pouco nervosa. Nunca me custou imenso tirar sangue, mas também não posso dizer que fosse agradável, mas prevalecia um sentimento de cidadania e de ajuda ao próximo dentro de mim, não sei explicar. Acho sinceramente que todas as pessoas adultas, saudáveis e que se encontram dentro dos parâmetros necessários deviam dar sangue. Pelo menos aquelas que não desmaiam nem se sentem terrivelmente mal com agulhas. É uma pequena acção que pode salvar vidas, e qualquer um de nós pode precisar. No final não me custou nada. Preenchi o formulário, pesei-me e mediram-me a tensão e os níveis de hemoglobina e estava tudo óptimo, estava apta a doar sangue. E assim foi, demorou muito menos tempo do que eu pensava, na verdade o que demora mais tempo é depois de dar sangue, temos que ficar algum tempo deitados para não termos tonturas nem nada. E de facto não tive. Não doeu, não me senti mal, nada. No final sai de lá com um lanchinho e o sentimento de dever cumprido. Ah e passado uns tempos recebi uma carta a dizer que estava tudo bem com o meu sangue (fazem análises para o testar obviamente) e a agradecer a minha dádiva.
Já passou o período de recuperação e já posso dar sangue outra vez, aliás já posso há uns meses e já queria ter ido, mas tenho sempre adiado ou porque não tenho companhia, ou porque se põem outras coisas. Mas quero mesmo lá ir, alguém desse lado quer ir dar sangue?



domingo, 22 de junho de 2014

Porque ainda agora o Verão começou













E não tenho palavras que cheguem para descrever o quanto me repugna a gentinha que abandona os seus animais.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Bora pó bailarico!





Acabei de ver um homem em tronco nú no meio da rua

E não, não estou ao pé da praia. E sim está um calor que não se pode. Mas não consigo deixar de pensar o que acontecia se fosse uma mulher a fazer o mesmo, ou algo semelhante. No mínimo ia ouvir boquinhas ordinárias por todo o lado onde passasse. E teria muita sorte se nenhum atrasado mental tentasse (ou conseguisse) algo mais grave, com a desculpa de que ela estava a pedi-las. Àquele homem, não vi ninguém dizer nada...