quarta-feira, 27 de março de 2013

Dá que pensar

Já repararam o quão difícil é para muitas pessoas, sobretudo nesta altura de crise, viverem de forma mais modesta do que viviam anteriormente? Não estou a  falar de gente que passa fome ou não tem dinheiro para pagar as contas. Estou a falar de gente que já não pode viajar para o estrangeiro duas vezes ao ano, que teve que despedir a empregada, que teve que deixar de andar de carro para todo o lado e que agora já só pode comprar roupa na Zara e não no El Corte Inglés. Basicamente, gente que perdeu coisas que não são, nem de perto nem de longe, necessidades, mas sim comodidades. Já repararam como essas pessoas têm dificuldades em adaptar-se à nova realidade?
É engraçado, nunca conheci nem ouvi falar de ninguém que tivesse dificuldades na adaptação à vida de rico. Nunca ouvi ninguém dizer: "epá antes andava todos os dias de autocarro, agora tenho um BMW e é uma chatice, não há maneira de me habituar a isto, quem me dera voltar a ser pobre!". Nunca conheci ninguém que preferisse comer atum em lata, porque foi isso que comeram toda a vida, do que um belo bife da vazia porque finalmente têm dinheiro para o comprar.
A capacidade de adaptação de algumas pessoas é uma coisa curiosa, é tipo unidireccional, sempre na direcção onde existem mais $$$...

2 comentários:

Nameless disse...

Isto é completamente normal, o Homem basicamente nasceu para se habituar ao que melhor lhe dá e que lhe providencia mais conforto. Agora, embora essa adaptação seja fácil, as pessoas não deveriam é esquecer que nem tudo é permanente e que, por isso, deveriam manter as suas acções a um nível que não lhes leve a entrar em parafuso caso algo mude.

Boa semana!

Fifi disse...

Eu acho que o Homem nasceu para se adaptar, mas é a tudo, não é só ao que lhes convém. Mas tem razão, é muito mais fácil e comum saber lidar com o que é melhor, do que com o pior. Acho que se deve viver sempre de acordo com as nossas possibilidades, quer seja para melhor, quer seja para pior e felizmente ou infelizmente, as coisas não são sempre permanentes.

Obrigada Nameless, igualmente!