Obrigada por continuarem a vir cá, e bem-vindo a quem chegou recentemente! Só por causa disso partilho convosco a minha mais recente playlist do Spotify. Não tem nada a ver com o facto de ter ultrapassado as 20000 visitas, mas ouçam que tem músicas fixes.
Faço parte de uma geração que não existia a 25 de Abril de 1974. Dei o Estado Novo e a Revolução dos Cravos na escola, ouvi histórias dos meus pais e dos meus avós, e no entanto só consigo imaginar, e mal, como seria viver naquela altura. Felizmente nasci numa época diferente. E às vezes, quando vejo certo tipo de coisas, como pessoas matarem outras só por terem uma religião diferente, ou outra orientação sexual, assusto-me. E assusto-me porque não sei o que é viver uma vida em que não posso expressar (nem ter) as minhas opiniões. Onde eu, ainda por cima sendo mulher, tenho que pedir autorização a um homem para tudo. Em que a minha vida está traçada desde o momento que nasço: casar, ter filhos, servir um homem, e no meio disto tudo, dar graças a Deus e "levar a minha cruz" como diz a minha avó. A minha vida seria igual à dela. E nem ela, que foi educada para ser assim e para não questionar, gostou verdadeiramente da vida que teve. Foi o que foi, porque teve que ser, porque era assim.
Deus, Pátria e Família. Pelo meio o Fado e o Benfica. E eu felizmente, só consigo imaginar, e mal, como isso era. Mas dentro da minha pobre concepção desses dias, sei que seria impossível publicar este texto, e vocês lerem-no. Na verdade, quase toda a minha vida seria impossível. E se me chateia as barreiras que tenho, por viver num país como Portugal, pelo estado da nossa economia, pela corrupção, pelo sistema de cunhas, pela falta de civismo, pelas mentalidades tacanhas, sinto-me cheia de sorte por termos liberdade de decisão e de lutar pelo que queremos, e assusta-me muito que um dia esta liberdade se perca. Porque infelizmente este dia, sobretudo para quem, como eu, não o viveu há 41 anos, está cada vez mais a perder importância, habituamo-nos a ter tudo isto de mão beijada, e hoje em vez de irmos votar, vamos à praia porque está calor, ou ficamos em casa porque está frio. Ou então nem sabemos para que servem as eleições que estão a decorrer. E é triste, porque não ter consciência, não querer saber, é meio caminho andado para se perder tudo o que se conquistou ao longo destes 41 anos.
Faltava alguém que dissesse as coisas assim, tal e qual. Se esta mulher não existisse tinha que ser inventada. Muito bom mesmo!
Devo dizer desde já ao pessoal mais pudico e enjoadinho que é melhor nem verem os vídeos. Mas para aqueles que possuem sentido de humor, deliciem-se, imaginem-se ou revejam-se nas cenas, e mandem umas valentes gargalhadas!
Se me estiver a "ouvir" e precisar de alguém que tome conta dos seus pandas, por favor contrate-me! Eu irei todos os dias alegremente aos pulinhos e a cantarolar para o trabalho, com o melhor humor do Mundo, chegarei antes da hora e dormirei no local de trabalho se for preciso. Aliás, só preciso de vir a casa para tomar banho, mudar de roupa e tratar dos meus bichos, de resto fico de bom grado a dar abracinhos a pandas bebés. Na verdade acho que vão ter que me obrigar a vir a casa, e eu vou fazer beicinho. Prometo ser a cuidadora de pandas mais dedicada de todo o sempre.
É que era o meu emprego de sonho, aliás, há alguém que não gostasse de passar o dia a fazer isto?
Hoje trago-vos uma receita que descobri recentemente na minha tentativa de ingerir mais vegetais do que massas e arroz e essas coisas todas que são óptimas mas que fazem uma pessoa ficar gorda que nem um texugo. Este prato é igualmente de deixar água na boca e é óptimo para acompanhar um peixinho ou carne grelhada, ou simplesmente para comer sozinho, se forem dados ao vegetarianismo.
Como já podem ter reparado pela minha ausência neste espaço, nos últimos meses o meu tempo livre não abunda e quando o tenho aproveito para dormir, e ocasionalmente ver séries, ou as duas coisas em simultâneo. Para minha grande tristeza algumas das minhas séries preferidas acabaram, e por outro lado estou com algumas debaixo de olho para começar a ver. Ora então: