quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cenas que não fazem muito sentido # 10





Alguém que me explique isto pelo amor de todos os santinhos e mais alguns, que eu estou a sentir-me muito estúpida porque isto na minha cabeça não faz sentido nenhum. Então quer dizer, para que é que uma gaja vai passar pela tortura de andar um dia inteiro em cima de uns saltos, se é para nem sequer ser elegante e andar com uns trambolhos nos pés? Epá é que não percebo. Eu quando uso saltos é unica e exclusivamente porque os sapatos são bonitos, e mesmo assim a maior parte das vezes borrifo-me para o estilo que eu não nasci para sofrer. Eu até percebia andar com uns trambolhos calçados, se eles fossem o cúmulo do confortável, agora sapatos feios e desconfortáveis, será que há mesmo malucos para isto?


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Amizade

Percebi que o meu conceito de amizade é uma utopia, e que só eu vivia segundo os padrões que eu achava sagrados e invioláveis. E digo vivia, porque felizmente acordei para a vida e vi o quão errada eu estava.
Percebi o quão estúpido era ser amigo de alguém sem interesse nenhum, qual é a vantagem de me dar com pessoas que não conduzam um BM ou que não tenham casa de férias no Algarve para irmos para lá no Verão? Percebi o quão estúpido era ser amigo de alguém mesmo que essa pessoa não fosse uma fotocópia minha, realmente que parvoíce, ser intima de alguém que não tem os mesmos gostos que eu, que não vai onde eu costumo ir, que não houve a mesma música, não lê os mesmos livros, não gosta dos mesmos filmes. Que ingénua que eu era ao pensar que era assim que se aprendia e conhecia novas realidades, nesta troca de opiniões. Afinal não, ser amiga de alguém diferente de mim é uma perda de tempo, não faz sentido nenhum, dá muito trabalho, e eu sou preguiçosa. Percebi algo ainda mais estúpido, esperar que os nossos amigos tenham consideração por nós, pelo que fizemos por eles, pelas vezes que estivemos lá, que os apoiámos, que ouvimos as suas lamentações e oferecemos algum conforto... Pff, isso é parvo. Fizemos, fizemos, está feito. Ninguém nos obrigou, ninguém nos pediu nada, estamos à espera de quê, bolachinhas? Que idiota que eu era por achar que se deve dar valor aos que estão lá para nós, e assim até na loucura, que se deve tentar fazer o mesmo por eles. Há gente muito mais divertida com quem gastar o meu tempo! Aliás, o melhor mesmo é investir o meu tempo a quem me passa a vida a dar com os pés, a ver se eles mudam ou assim. Quem já lá está, que se aguente, não é preciso cultivar as boas amizades, elas são garantidas. Podemos borrifar-nos para eles e beijar os pézinhos aqueles que se estiveram a divertir enquanto nós estávamos mal. Percebi o quão infantil era dizer aos meus amigos, cara a cara, quando eles me magoavam. Por favor, ninguém faz isso! Ter conversas sensatas e honestas para resolver problemas? Para quê? É muito mais adulto sorrir, falar sobre trivialidades, ir beber uns copos e agir como se nada tivesse acontecido, e como se os nossos amigos fossem perfeitos e a nossa amizade nunca tivesse estado tão bem. Percebi que o melhor no que diz respeito às amizades, é não pensarmos nelas. É não nos preocuparmos se os nossos amigos estão bem ou mal. É ser fútil. É fazer uma grande festa quando os vemos e assim que eles viram as costas fazer cara de vómito. Percebi que os amigos não são pessoas para partilhar as nossas vidas. São para fazer número. Pensava que mais valia poucos mas bons, mas estava enganada, quantos mais melhor, dá jeito para quando queremos fazer festas de anos ou assim não aparecerem só meia dúzia de gatos pingados. Os amigos são para nos levantarem a auto-estima, fazerem comentários hiper fofinhos e profundos no Facebook, e para parecer que somos pessoas super do social .
E ao fim de 22 anos com um conceito de amizade totalmente desfasado da realidade,  agora que descobri a pólvora, percebi que não quero ter amigos assim.



domingo, 17 de novembro de 2013

Feliz Dia Mundial da Prematuridade

Agora inventaram este dia, mas há pelo menos 22 anos já se nascia prematuro. Eu já tive pouco mais de 1kg  já fui do tamanho de um cacho de bananas e a minha cabeça do tamanho de uma laranja, eu já vivi dentro de uma incubadora, com "cabelo à punk" por causa das ventosas na cabeça e já vesti roupas do Nenuco, porque as outras eram todas muito grandes para mim. E quem não sabe isto, fica muito admirado quando descobre, e perguntam-me se comi adubo. Eu fui uma bebé prematura, já fui muito pequena e agora tenho uma altura acima da média (para a população feminina portuguesa), e também sou tudo menos magrinha e enfezada. Eu tive sorte, e basicamente só nasci pequena, mas sem nenhuma complicação de saúde, mas conheço casos bastante complicados, em que as pessoas ficaram com sequelas que irão permanecer provavelmente o resto da vida.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Gerações

É inevitável que hajam conflitos entre todas as gerações. Sempre ouvi os meus avós dizerem, que a juventude de agora não presta, que são uns calões e uns maricas, que haviam de ter trabalhado como eles que iam ver o que era bom para a tosse. Os professores na escola dizem todos os anos, a alunos diferentes, que aqueles são os piores alunos que eles já tiveram e que antigamente é que eram bons, mas antigamente diziam o mesmo. Há dias encontrei na rua um funcionário da minha antiga escola secundária, e perguntei-lhe como estavam as coisas por lá: "Oh nem queiras saber, são todos uns vândalos, estes miúdos de agora não têm respeito nenhum! Não se comparam a vocês quando lá estavam, vocês eram uns anjos". Mas quando eu lá estava fartei-me de ouvir que éramos umas pestes.
Estava a ler este artigo sobre a minha geração, e lembrei-me de uma conversa que tive no outro dia, em que duas pessoas na casa dos 60 anos diziam não perceber os jovens de hoje, que preferem comprar móveis no Ikea, que não prestam para nada, do que investir em coisas boas. Eu acho sinceramente que as prioridades mudaram. Que os jovens bem adaptados de hoje, não se preocupam tanto com coisas materiais, preferem gastar o pouco que têm a absorver cultura, a viajar, a desfrutar a vida. E que para além disso não há dinheiro. Claro que toda a gente gosta de coisas boas, mas essas coisas normalmente são caras, e escolher entre um móvel que custe 1000€ ou um que custe 500€ e se tivermos oportunidade, com os outros 500€ fazermos uma viagem... Acho que aprendemos a ser felizes com menos dinheiro. Somos a geração das viagens lowcost, dos festivais de verão, das férias de verão a acampar com os amigos. Claro que há muita gente da minha geração que não quer fazer nada da vida, claro que há muita gente de 20 anos que parece que nasceu em 1840, que não se consegue adaptar, que não luta por melhores oportunidades. É o que não falta. Mas apesar de tudo, noto que é na geração dos nossos pais que há maiores dificuldades na adaptação à crise. Os nossos avós cresceram e viveram grande parte da vida com pouco. Quando os nossos pais nasceram, não havia muito, mas eram eles jovens quando Portugal passou pelos áureos anos 80 e 90. Quando os meus pais me tiveram, não havia crise. A minha geração tem filhos sem saber se amanhã vai ter trabalho, e é preciso estofo para isto.
Nenhuma geração é perfeita. Em todo o lado, seja em que século, classe social, ou o que quer que seja, há gente forte e gente fraca. Pessoas são pessoas, seja em 2013 seja em 1280. As mentalidades mudam, as prioridades mudam. O Mundo vai evoluindo mas nós somos pessoas, quando nascemos somos todos iguais. E eu pergunto-me muitas vezes, se essas pessoas que dizem que a minha geração não presta, já pensaram alguma vez, que foi a geração deles que nos educou e nos fez assim.


Uma imagem vale mais que mil palavras


As pessoas inteligentes vão perceber.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uma imagem vale mais que mil palavras

Há tanta coisa que eu gostava de dizer aqui no blog, e a maior parte das vezes não sei como. Sou uma pessoa opinativa, penso muito nas coisas, tenho opinião sobre quase tudo. Mas às vezes escrevo sobre temas que considero importantes, e a maior parte das vezes saem testamentos imensos, emaranhados de ideias que para mim parecem claras mas que acho que aos olhos dos outros podem não ser, e o meu ponto de vista pode sair deturpado. Assim sendo, há imagens que transmitem de forma mais eficaz aquilo que eu quero dizer. Para bom entendedor, uma imagem basta.
E assim nasce mais uma rubrica. Enjoy.



Novo visual Outono / Inverno

Podem gozar à vontade com a minha falta de jeito para edição de imagem. Se alguém se quiser oferecer para produzir o próximo header, be my guest!
Obrigada à R., por me ter mandado esta imagem há meses e que, digam o que disserem, eu acho que ficou muito bem.
Quem gostou?

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Quentes e boas

E à borla! O Magusto aproxima-se e para celebrar esta data os "Momentos Vodafone" estão a oferecer castanhas assadas por vários pontos de Lisboa até ao dia 8, e na semana seguinte farão o mesmo no Porto. Assim sendo, quem passar pelo Saldanha, Marquês de Pombal, Amoreiras, Campo Pequeno e Alvalade, entre as 12h e as 19h, poderá trazer consigo um papel enrolado com deliciosas castanhas assadas. A partir de dia 6 estarão também ao pé da estação de comboios na Avenida de Roma. No Porto, as castanhas assadas serão oferecidas no dia 12 de Novembro a quem passar em frente ao Edifício Vodafone na Avenida da Boavista, e até dia 15 em frente à Loja da Vodafone na Rotunda da Boavista, na Estação de Metro da Casa da Música, no Hospital de S. João, na Loja do Cidadão e na Rotunda da Circunvalação, também entre as 12h e as 19h.
Eu não sou perdida de amores por castanhas, mas gosto muito do cheiro a castanhas assadas na rua, e sabem-me muito bem num dia frio e cinzento como os que temos tido. Se passarem por lá, já agora levem uma garrafinha de jeropiga ou de água pé, sempre escorrega melhor.
Mais informações aqui.



domingo, 3 de novembro de 2013

Factos da vida

Todas as avós acham que as netas não sabem cozinhar nem "governar" uma casa sozinhas. Mas depois vem-se a descobrir que elas quando casaram nem papas sabiam fazer.

sábado, 2 de novembro de 2013

Factos da vida

Todos os velhos com a quarta classe ou menos, são uns barras a matemática e não percebem como é que esta juventude é tão burra e tem tantas dificuldades nessa disciplina.
O conceito deles de ser barra a matemática é saber a tabuada de cor.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Factos da vida

Todas as mulheres depois de terem filhos ou a partir dos 40 tinham um corpo escultural aos 20. Todas se sentem muito deprimidas porque já não se reconhecem ao espelho.
Porque toda a gente sabe que não há gente nova com kilinhos a mais.

Factos da vida

Depois de uma certa idade, toda a gente bate no peito para dizer que nos seus tempos de estudante foi um óptimo aluno e que tinha muito boas notas.
Nunca ouvi ninguém com mais de 40 anos a dizer que na escola não prestava para nada.