sexta-feira, 31 de maio de 2013

I saw what you did there...

Quase todas as séries que eu vejo acabaram a semana passada e só voltam em Outubro. Acho mal, agora que as aulas acabaram e que uma pessoa tem mais tempo, não tem nada de jeito com que se entreter quando está em casa. Por outro lado, tenho uma teoria. Acho que eles sabem que é época de exames, e que se houvesse séries não havia estudo para ninguém. Caros amigos das séries, a época de exames acaba em Julho. Além disso dizem que este ano não vai haver verão. Precisamos de séries lá para Agosto!...
By the way, porque raio é que todas as temporadas da Anatomia de Grey têm que acabar em tragédias?! Ninguém tem assim tanto azar na vida! Se me acontecessem a mim todas as desgraças que aconteceram à Meredith Grey, dava em maluquinha, ora vejamos (vamos ver se me lembro de tudo): a mãe não lhe ligava pevas e andava metida com o chefe, razão pela qual o pai as abandonou e ela praticamente cresceu sem amor, já em adulta apaixona-se por um médico e depois descobre que ele é casado, morre-lhe um dos melhores amigos, o O'Malley, uma das melhores amigas quase morreu com cancro, ela própria quase morreu afogada num acidente de ferry, foi feita refém por um sérial killer, viu o marido levar um tiro e teve um aborto, morreram-lhe mais não sei quantos amigos nesse episódio, fez batota num estudo do marido sobre o Alzheimer, para ajudar a mulher do chefe, foi apanhada e quase que ia perdendo o emprego,  a adopção da filha e o marido, foi vítima de uma acidente de avião em que lhe morreu a irmã e um amigo, o marido ia ficando sem nunca mais poder operar na vida e uma das amigas teve a perna amputada, ah e ficaram uma semana inteira perdidos no meio do mato, sem mantimentos, com lobos à volta a comerem o corpo da falecida irmã, descobriu que tinha uma enorme dificuldade em engravidar, mas depois la conseguiu, correu tudo bem excepto quando ia morrendo a ter um puto porque se ia esvaindo em sangue durante a cesariana. E isto é só o que me lembro. Não há ninguém assim tão azarenta! 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Há duas coisas que me fazem desconfiar das pessoas

Não gostarem de animais, e nunca terem sido de esquerda (ou pelo menos terem sido sempre de direita)...



Amores (devaneios às duas da manhã)

Estava a ver a Californication e tive que vir escrever. Gosto muito da série, mas sempre que a vejo sinto um misto de raiva e tristeza.
Penso que toda a gente, a certa altura da vida já teve um amor como o do Hank e da Karen. Uma relação em que a única coisa que prende as pessoas uma à outra é o amor que sentem. Uma relação em que não há nada em comum, nem sequer confiança, em que nada resulta, em que as expectativas não são correspondidas, e em que se passa a vida a magoar a outra pessoa, e ela a nós. É como se não conseguíssemos imaginar a vida sem aquela pessoa, mas também não conseguíssemos viver com ela. É difícil explicar, a quem nunca sentiu isto, porque no fundo é uma relação que não faz sentido. É perguntarmo-nos porque é que gostamos daquela pessoa e não termos resposta nenhuma. É bater vezes sem conta com a cabeça na parede, é não querer acordar, não querer enfrentar a realidade, porque fundamentalmente é uma relação sem esperança, e sabemos que no dia em que finalmente analisarmos aquilo e distanciarmos a cabeça do coração, a única solução é ir cada um para seu lado. É uma relação, pobre e rica ao mesmo tempo. Pobre porque não há nada para além do amor, rica porque é preciso um grande amor para manter duas pessoas unidas, sem mais nada para suportar a relação.
Felizmente um dia acordamos, e percebemos que só amor não chega. Percebemos que queremos alguém ao nosso lado que nos complete e nos acompanhe, na viagem da vida. Alguém que nos faça feliz. Uma relação que para além de amor, tenha amizade, respeito, admiração, carinho, preocupação, interesse... Enfim, uma relação completa, com bases sólidas e onde possamos ver um futuro. Uma relação que se integre na nossa vida, com uma pessoa que caminhe ao nosso lado, por escolha própria, porque vamos os dois no mesmo sentido, e fazemos falta na vida um do outro. Uma relação em que a cabeça e o coração andem de mãos dadas. Uma relação a sério, mais do que um amor...
Há coisas que nunca se esquecem, e provavelmente, irei ver a Californication muitas vezes e lembrar-me com tristeza de algo que ficou para trás, mas também me faz dar valor ao que tenho no presente, e porra, pela primeira vez na vida, sinto-me completamente bem, e sinto, sem exagero nenhum, que a minha relação é melhor que as outras todas e que o meu namorado é o melhor do mundo!

terça-feira, 21 de maio de 2013

A vida é uma canseira!


Cada vez mais ouço milhares de coisas, provenientes dos mais variados meios (televisão, pessoas, profissionais de saúde, blogs, sites, revistas…), que supostamente toda a gente devia fazer regularmente. Ele é cuidados de saúde, ele é cuidados de beleza, ele é coisas para sermos pessoas cultas, ou para sermos actuais, ou divertidos, ou até só estúpidos. E eu pergunto-me, será possível fazer tudo?! Devíamos praticar exercício no mínimo três vezes por semana, devíamos comer refeições saudáveis e altamente complexas, beber dois litros de água por dia (mas alguém consegue esta merda??), devíamos fazer sexo todos os dias (porque toda a gente agora tem que ser uma bomba sexual), andar sempre maquilhadas (menos a dormir que isso faz horrores à pele cruz credo canhoto canhoto vá de retro!) devíamos ler dois livros por mês (dois é já para quem é preguiçoso), devíamos chegar antes da hora ao trabalho, e sair depois da hora também, devíamos estudar regularmente, devíamos sair e conviver com os nossos amigos, devíamos fazer actividades em família, devíamos passear os nossos cães três vezes ao dia, no mínimo passeios de meia hora, e também os devíamos escovar e verificar de têm carraças ou pulgas todos os dias, devíamos ir ao médico de seis em seis meses, devíamos estar atentos ao movimentos das nossas contas bancárias, comparar os preços dos produtos nos supermercados (estar atentos às promoções) e também ao preço da gasolina, era bom que tivéssemos alguma actividade extra, tipo jardinagem ou pintura, devíamos ler / ver as notícias todos os dias, devíamos ter a casa limpa e arrumada, assim como o carro… Enfim, devíamos fazer milhares de coisas, e eu não sei como é possível uma só pessoa fazer isto tudo com regularidade. Ah e isto é para as pessoas sem filhos, com filhos então nem quero imaginar!
Para as mulheres há mil e quinhentas coisas por dia para fazer, mas como é que é possível? Isto deve ser basicamente um dia “ideal” que todas as mulheres deveriam ter:

- dormir oito horas (suponhamos que se deitava à meia noite, acordava às oito da manhã);
- fazer xixi (tem que beber dois litros de água por dia, por isso tem que ir à casa de banho de hora a hora), tomar um pequeno almoço que inclua cereais, pão integral, ovo cozido, fruta, sumo natural, queijo fresco e o camandro, lavar a dentuça, vestir qualquer coisa e ir correr;
- tomar banho (que implica: lavar o cabelo duas vezes, fazer mascara, pôr amaciador, esfoliar a cara, e lavar o corpo);
- besuntar o corpo todo com creme, mais creme para a celulite e massagem localizada, pentear, aplicar o protector de calor no cabelo, tonificar a cara e pôr creme, secar o cabelo, pôr-lhe um óleo qualquer, maquilhar e vestir (só esta ultima operação demora cerca de meia hora porque é dificílimo escolher roupa de manhã, ou a qualquer hora do dia pronto…), fazer novamente xixi;
- passear o cão e ir trabalhar (com o tempo todo que já demorámos só chegamos ao trabalho lá para as 10.30h com muita sorte);
- sair do trabalho lá para as 19.00h, e passar no supermercado para comprar coisinhas frescas, chegar a casa, e passear o cão;
- dar um jeito à casa, regar as plantas, fazer o jantar e obviamente comê-lo;
- ligar à mãe, ao pai, à avó, ao tio e ao periquito da vizinha;
- ler as notícias, ver os mails, ver movimentos de conta, ir ao Facebook e ao Linkedin, ler blogs, ver os sites de promoções, pintar as unhas e fazer mais um xixi;
- passear o cão novamente e fazer-lhe o check up diário;
- fazer sexo;
- aplicar mais quatrocentos e cinquenta cremes na tromba, lavar os dentes (não esquecer o fio dental!), vestir o pijama, ultimo xixi do dia;
- ver séries e ler praí meia hora antes de dormir;
- morrer de exaustão;

Nisto tudo é impossível deitarmo-nos à meia noite, e tirando o sexo e as horas de trabalho, não há tempo para conviver com pessoas!
E devo dizer, que a vida assim era uma merda! Digo eu… Mas se calhar sou só uma grandessíssima preguiçosa, e isto é tudo super possível e óptimo de se fazer.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Como fazer alguém minimamente culto sentir-se mal por não ser bronco

Triste é quando as tuas amigas que vêm todas as novelas da noite da TVI, o Goucha e a Cristina, que viam a Casa dos Segredos e agora o Big Brother te dizem que devias começar a ver também, ou pelo menos, para veres os resumos, para poderes conversar com elas sobre isso, porque aquilo é muito giro!
Minhas queridas, eu também gostava que vocês vissem nem que fosse o 1000 Ways To Die, já nem digo para falarem comigo sobre isso, mas sempre era menos triste do que verem essas merdas.
O Mundo está todo ao contrário!?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Duas coisas

Estava eu muito bem em casa, quando ouço um carro a estacionar e uma música que me soou familiar. Aproximo-me da janela, para ouvir melhor, e confirma-se, era a musica da Fanny e do Canuco não-sei-quantas. Vinha de uma carrinha de distribuição. Fico estúpida a pensar que afinal há mesmo gente que ouve aquilo, sem ser para gozar. Nisto passa um bando de Periquitos a voar. Já me tinham dito que ao pé da minha faculdade, ali entre o Campo Grande e a Cidade Universitária, haviam bandos de Periquitos. Mas na Damaia? Só faltava mesmo isto para esta terra ser oficialmente considerada uma selva. Venham de lá os autocarros cheios de turistas (já os vi por cá)!

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Monte Selvagem

No sábado passado fui ao Monte Selvagem. O Monte Selvagem é uma reserva animal no Alentejo (perto de Vendas Novas) com inúmeras espécies selvagens e domésticas, onde podemos observar e interagir com animais que não temos oportunidade de ver no nosso dia-a-dia. É um sitio diferente. onde podemos estar próximos da Natureza, é um refúgio, longe do stress da cidade, onde se podem passar muito bons momentos e aprender algumas coisas. Para os amantes de animais, como eu, é um paraíso. Apesar de não concordar totalmente com animais selvagens em cativeiro (ainda não tenho uma opinião totalmente formada), acho que é importante haverem sítios assim, para que as pessoas possam descobrir e aprender sobre estas espécies, consciencializarem-se das suas necessidades e de que devem respeitá-las. É um meio de aprendizagem através do lazer que considero muito importante, tendo em conta que grande parte das pessoas não tem o mínimo respeito pelos animais e a Natureza.
Adorei o dia passado no Monte Selvagem, claro! Espero que continuem com o bom trabalho, e que continuem a inovar, porque é muito importante que estas coisas existam.
Aqui fica o site deles e algumas fotos:



Lebres-da-Patagónia


Guaxinim


Camelo


Crocodilo do Nilo


Suricatas


Doninha Fedorenta


Incógnitas (não me lembro do nome...)


Cabra (lambedora!)


Porcos-do-Vietname


Tartaruga de Esporas 


Javalis


Rena


Lémures-de-cauda-anelada


Zebras


Avestruz


Burro

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gente completamente idiota, ou, É o Mundo em que vivemos...

Ontem, vi no Facebook (esse sitio onde as pessoas têm o hábito de mostrar toda a sua inteligência) um homem que criticava o casamento homossexual. Dizia que os franceses estavam a dar uma grande lição ao Mundo e que os portugueses foram uns fracos e deviam ter feito o mesmo. Dizia que o casamento gay não tinha a ver com igualdade de direitos mas servia sim para acabar com a família tradicional e com os bons costumes. Nos comentários a esse mesmo post, escrevia uma mulher que era da mesma opinião, e que dizia que qualquer dia preferia ir viver para o médio oriente onde ao menos ainda haviam famílias "normais" e onde ser homossexual ainda era crime. Defendia também que preferia mil vezes ter vivido na idade media pois lá os papéis eram todos bem definidos e era uma época muito mais cultural e espiritual. Depois o homem que tinha feito a publicação, comentava também a dizer que o problema das sociedades e países é a homossexualidade, e até deu como exemplo o império romano, que segundo ele, entrou em declínio porque estava minada de gays.
Eu fiquei sem exagero uns 10 minutos a contemplar as barbaridades que aquela gente dizia ali. Nem vale a pena dizer grande coisa sobre isto. Eu gostava só que realmente os desejos deles se concretizassem. Que ela fosse viver para o médio oriente, e que ele tivesse nascido na idade média. Gostava que toda a gente que pensasse como eles fossem ser felizes (ou não) para outros sitios onde ainda houvesse "moral e bons costumes" e nos deixassem cá sossegaditos a todos, a conviver com casais homossexuais.
Hoje vi esta noticia, sobre um pai no Afeganistão que assassinou a própria filha em nome da honra. Isto sim, são famílias normais...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O meu cão

O meu cão chama-se Mix. É rafeiro e foi encontrado na rua por mim quando era pequenino. Estava debaixo de um carro, todo encolhido, cheio de medo. Eu peguei nele e trouxe-o para casa. Foi o cabo dos trabalhos para convencer a minha mãe a ficar com ele. Ela lá deixou. Nesse dia estava longe de imaginar a peste que em que este cão se iria tornar. O meu cão tem o pelo todo espetado, parece que apanhou um choque. O meu cão ladra para as pombas no quintal, e para os gatos. O meu cão porta-se mal, faz xixi em casa às vezes, apesar de já ter seis anos. O meu cão não pode ver pessoas ou animais a correr, que desata atrás deles para lhes "morder". O meu cão tem uma orelha partida e é branco, e passo a vida com a roupa cheia de pelos dele. O meu cão é a junção de quase todos os cães problemáticos que já vi no programa do César Milan. O meu cão é tipo o Marley do "Marley e Eu" só que mais hiperactivo. O meu cão é tarado sexual e faz bebés com uma almofada em forma de coração. O meu cão é chato, e ciumento. Quase ninguém gosta assim muito do meu cão.
Quando eu olho para o meu cão, vejo o cão mais lindo de todo o universo. Eu olho para ele e babo-me, acho-o genuinamente fofinho e lindo. O meu cão é uma das maiores alegrias da minha vida. É o que me faz sorrir todos os dias quando chego a casa, e de manhã quando acordo ao lado dele e me enche de beijos e me arranha. O meu cão é uma peste, é um rafeiro, e para a maioria das pessoas nem é assim muito giro, tem ar de esgroviado. Mas porra, eu acho-o mesmo o melhor cão do mundo. E ele sabe disso!


O meu cão e um espectáculo, e ai de quem diga o contrário!